Grupo de Supervisão de Casos Clínicos

A Teia de Saberes: Psicologia e Feminismo oferece, dentro do seu Núcleo de Estudos e Supervisão, um grupo de supervisão de casos clínicos voltado a psicólogas, psicanalistas, psiquiatras e terapeutas que atendem mulheres.
Partimos da compreensão de que o sofrimento das mulheres é histórico e socialmente produzido. A clínica não é neutra. A escuta que propomos é implicada, feminista e engajada, reconhecendo os efeitos do patriarcado, do racismo e das desigualdades de classe na constituição da subjetividade.
Aqui, o cuidado é ético e político.
Mais do que um grupo de supervisão, trata-se de um espaço de elaboração crítica e sustentação clínica, um território de reflexão onde analisamos nossos manejos e os discursos que atravessam a prática terapêutica.
A supervisão é orientada pelos eixos:
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Autonomia — devolver autoria à mulher, reconhecendo-a como sujeita de desejo e decisão.
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Emancipação — apoiar a mulher na reconstrução de sua capacidade de decisão, rompendo com relações e discursos que a mantêm em posição de submissão ou dependência.
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Autoestima como ato político — reconstruir a imagem de si fora das narrativas condenatórias e normativas.
Nos encontros, buscamos:
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Analisar casos clínicos à luz das teorias feministas
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Compreender os efeitos da socialização de gênero na construção da identidade e da subjetividade
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Politizar o sofrimento sem patologizar a experiência feminina
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Sustentar ambivalências, afetos complexos e conflitos sem reduzi-los a diagnósticos descontextualizados
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Compartilhar impasses clínicos, angústias e estratégias de manejo
É um espaço de troca horizontal, fortalecimento profissional e construção coletiva de saberes.
Como funciona:
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Encontros mensais
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Última segunda-feira de cada mês, das 10h ao 12h
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Dois casos supervisionados por encontro
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1 hora dedicada a cada caso
Investimento:
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R$ 100,00 — para quem apresenta caso
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R$ 50,00 — para participação como ouvinte, com possibilidade de contribuir nas discussões
Obs.: O pagamento não é mensal. Ele ocorre apenas quando a profissional participa do encontro, seja apresentando caso ou como ouvinte.
“A clínica é um território de disputa simbólica.
O que escolhemos nomear, legitimar e silenciar define de que lado estamos.”
— Valeska Zanello, Saúde Mental, Gênero e Dispositivos

