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Como os encontros da Teia de Saberes estão estruturados?
Se você busca um espaço comprometido politicamente e afetivamente com a escuta de mulheres, a partir da perspectiva feminista, deslize e conheça como nossos encontros são estruturados.

Roberta Rocha
23 de jan.1 min de leitura


Olhamos para a história das mulheres e para os efeitos da socialização feminina na saúde mental
A Teia de Saberes foi idealizada e vem sendo construída a partir de muitas pesquisas feministas e da necessidade de criar um espaço onde a clínica não seja neutra, mas eticamente e politicamente comprometida com a escuta de mulheres.
Aqui, olhamos para a história das mulheres e para os efeitos da socialização feminina na saúde mental, com base teórica feminista escrita por mulheres.

Roberta Rocha
21 de jan.1 min de leitura


Ler em conjunto é sempre uma potência
No ciclo de 2026, vamos ler O feminismo é para todo mundo, de bell hooks, e Scripts culturais, gênero e emoções, de Valeska Zanello.
Bell hooks nos lembra que o feminismo é prática cotidiana, linguagem acessível e compromisso com a justiça social. Atuar com afeto, para ela, não é suavizar o pensamento, mas torná-lo compartilhável, vivo e politicamente responsável.

Roberta Rocha
15 de jan.1 min de leitura


Em 2025, pediu fidelidade
A vida não é linear. Mas é bonita e presta. Ainda assim, é difícil viver. Todo começo de ano, abro o oráculo e pergunto: o que, neste ano, a vida quer de mim? Em 2025 foi: fidelidade. Eu, que amo as palavras e confio quando elas se revelam para mim, segui com ela bem pertinho, voltando a ela sempre que me perdia. Chamo de guiança. Ter algo que guia é estruturante para mim. Como um farol no meio do oceano. O simbólico também é sagrado aqui. Fui entendendo que não era sobre faz

Roberta Rocha
1 de jan.1 min de leitura


Histórias de mulheres me interessam
Conheci Sylvia Plath lendo O perigo de estar lúcida, de Rosa Montero. Rosa conta histórias de escritoras, suas angústias e lucidez, e de como a escrita, às vezes, é o fio possível para se conectar com a vida. Histórias de mulheres me interessam. Especialmente as que continuam vivas depois de sua morte. Parece contraditório pensar no que continua existindo depois da morte. Mas não é. Muitas mulheres só podem viver quando já não estão vivas. Antes disso, seus feitos e suas voze

Roberta Rocha
29 de dez. de 20252 min de leitura


Uma história que nos lembra da complexidade de uma mulher
L Ler Eu, Tituba: Bruxa Negra de Salem pela forma como Maryse Condé escolhe narrar essa mulher e sua história é uma mistura de sensações. Uma ambivalência que, em alguns momentos, convida ao silêncio, mas que imediatamente nos incomoda por silenciar. Maryse conta essa história não a partir do tribunal, da acusação ou da sentença, mas do cotidiano, do corpo, dos afetos e das contradições. Tituba aparece como mulher inteira: desejante, contraditória, ferida, amorosa, rebelde. U

Roberta Rocha
13 de dez. de 20251 min de leitura


Então, quem?
Hoje escutei, ontem também, uma mulher, fragmentada, atordoada desnorteada pela violência. Ela, ali na minha frente sobrevivente, recolhendo os caquinhos que lhe restavam, abaixei, escutei, e recolhi com ela o que não é somente dela. Hoje Maria, amanhã Joana, e depois Mariana, Um dia foi a minha avó, a sua avó, No outro dia pode poderá ser a minha filha a sua filha, querida. Homens, hoje, amanhã e depois eu lhes convoco: até quando? teu filho, teu jogador preferido, teu amigo

Roberta Rocha
2 de dez. de 20251 min de leitura


o que tem que levar para 2026 para seguir movendo suas próprias frestas?
Ninguém tem que nada. Mas eu tinha que fazer algo com minhas inquietações que, com o tempo, se tornaram revolta silenciosa por falta de nomear. Eu tinha que nomear. Depois de nomear, ainda me sentia inquieta. Teve um tempo difícil, confesso, em que fui somatizando. Virou ansiedade, magreza, estranheza. Às vezes o tempo emocional não está sintonizado com o tempo da vida do dia a dia. Ora parece atrasado, e aí vem a angústia. Ora parece acelerado, e aí vem a ansiedade. A mente

Roberta Rocha
30 de nov. de 20252 min de leitura


Não é apenas uma data no calendário
Não é apenas uma data no calendário. É um chamado urgente. Todos os dias mais de uma mulher é morta no Brasil por ser mulher. É uma epidemia que precisa ser combatida com políticas públicas efetivas, com leis que nos protejam de verdade e com a capacitação de todas e todos que atuam na aplicação dessas leis. E, sobretudo, é urgente que os homens sejam convocados a enfrentar a própria violência que exercem sobre nós. Desde aquela que se disfarça no cotidiano até as formas mais

Roberta Rocha
25 de nov. de 20251 min de leitura


Desconfortável com o pacto da branquitude
É preciso estar desconfortável o tempo todo com o pacto da branquitude para se posicionar como antirracista. Quanto mais consciente eu fico, mais desconfortável eu me sinto. Aprendi com Cida Bento, em O Pacto da Branquitude, que o silêncio e a omissão são exatamente o que mantêm essas estruturas em funcionamento. Djamila Ribeiro, em Pequeno Manual Antirracista, reforça que ser antirracista exige compromisso cotidiano e coragem para questionar privilégios, inclusive aqueles qu

Roberta Rocha
20 de nov. de 20251 min de leitura


Conhecer a história dessas mulheres negras é reconhecer o chão que nos trouxe até aqui
Em toda oportunidade de conversa, eu cito Lélia e Benedita. Depois de conhecer a história de cada uma, é impossível se manter do mesmo jeito que antes. A palavra de uma e a luta da outra abriram caminhos que ainda sustentam o que fazemos hoje. Conhecer a história dessas mulheres negras é reconhecer o chão que nos trouxe até aqui. É memória, é futuro, é responsabilidade. Ler e discutir histórias de mulheres negras escritas por mulheres é compromisso ético, político e feminista

Roberta Rocha
18 de nov. de 20251 min de leitura


Encontro do Clube do Livro - 2025
Lá em 2022 eu me arrisquei, mas não sozinha. Outras mulheres disseram sim, e chegamos até aqui. Muitas já passaram pelos encontros, cada uma do seu jeito de estar. Outras chegaram de outros encontros da vida. Há também aquelas que estão desde o início, quando o clube ainda era só uma semente. A cada encontro fomos nos nutrindo pelas histórias que nos guiaram, pelas escritoras que nos inspiram e pelas narrativas que, de algum modo, também se tornaram nossas. Por isso, o clube

Roberta Rocha
16 de nov. de 20251 min de leitura


Uma delicada coleção de ausências, no Clube do Livro
Uma delicada coleção de ausências, de @alinebei , é um livro que fala do que permanece quando alguém se vai, da ausência de uma possível presença. Do que é possível ficar depois do pouco que não se teve, ou pior, daquilo que foi retirado antes mesmo de existir por inteiro. A autora conseguiu narrar uma tragédia brutal de forma poética. Arriscou-se nessa linha tênue em que seria fácil romantizar o irrompível, mas manteve fidelidade ao que não poderia ser contado de outro modo

Roberta Rocha
15 de nov. de 20251 min de leitura


Nenhuma menina deve ser mãe
A música Uma Menina da @negrali é, em si, uma denúncia estrutural, nos convoca a um lugar incômodo. Negra Li canta sobre a trajetória de uma menina que cresce atravessada pela violência, pela falta de proteção do Estado, pela desigualdade social, e pela imposição de “amadurecer antes da hora” tendo como troca uma infância roubadq, quando deveria ser preservada e protegida. Viver no Brasil é sobreviver às distopias. E nenhuma delas é ficção. Elas têm nome, endereço e idade, u

Roberta Rocha
8 de nov. de 20251 min de leitura


A Clínica feminista e a emancipação das mulheres
A clínica feminista é, antes de tudo, um espaço de deslocamento, que se propõe a questionar o que permanece.

Roberta Rocha
7 de nov. de 20251 min de leitura


Separação entre ser mulher e ser mãe
O patriarcado impõe uma separação entre ser mulher e ser mãe. Algo se perde. Não se conecta entre um e outro. Na cartilha que não lemos, mas ainda sabemos de cor, está escrito que, depois de nos tornarmos mães, há coisas que já não podemos ser, desejar ou ter. Um excesso de regras, modelos e vozes se instala, E o que sobra é a culpa. O filme A Filha Perdida escancara o que tantas evitam dizer: que o amor materno também é feito de cansaço, raiva, vontade de ir embora, de ausên

Roberta Rocha
5 de nov. de 20251 min de leitura


O Dispositivo Materno
Este ano, na Teia de Saberes, estamos estudando o livro Saúde Mental, Gênero e Dispositivos, de Valeska Zanello. Para aprofundar a discussão sobre o dispositivo materno, usamos o filme A Filha Perdida como ponto de partida para ampliar a teoria e refletir sobre seus efeitos na vida das mulheres. Nem sempre a maternidade nasce do desejo. Mas o que nasce dela, quase sempre, é a culpa. O dispositivo materno, como nomeia Valeska Zanello, é o conjunto de normas e discursos que faz

Roberta Rocha
3 de nov. de 20251 min de leitura


Queima, queima todas elas
Curandeiras. Feiticeiras. Viúvas. Madrastas. Parteiras. Benzedeiras. Filhas da lua. Guardadoras de segredos antigos. Queima, queima ela, Ousadas, amadas, odiadas, invejadas obscuras. Que não me assustavam. Me instigavam. Pelo mistério que as envolvia, pela coragem de desejarem, de desafiarem, de amarem a si, e a outras. Queima, queima todas elas. Todas elas chamadas de bruxas. Contadas. Recontadas. Como aquelas de quem não se deve confiar, se aproximar, amar. Queima, queima t

Roberta Rocha
31 de out. de 20251 min de leitura


VIROU POESIA, PAI
Foi numa sexta de sol, céu azul, que você partiu. Onze anos depois, sexta-feira, sol e céu azul lá fora. Aqui dentro, desta vez, nublado. Aprendi com você a dar palavra ao que sinto, a transformar angústias, desejos, medos em poema. Hoje escrevo o que palavra alguma consegue contornar. Confortar. Confrontar a dor da partida, marcada, ano a ano, no calendário. A vida repartida pelo luto, este percurso que ora é como um mar manso, ora como um vendaval, daqueles impiedosos que j

Roberta Rocha
24 de out. de 20251 min de leitura


Preparem os lencinhos
Preparem os lencinhos. Parece ser só mais uma série de romance… mas é uma série que fala sobre o amor para além da relação de casal como centralidade, de um jeito que me tocou profundamente. Primeiro, na delicadeza das cenas e cenários em que eles vão compondo a relação, com lealdade, cuidado e respeito pelos sonhos um do outro. No encontro com o outro podemos até chegar por acaso, mas não sem referências, expectativas e histórias, não somente nossas, mas também das nossas fa

Roberta Rocha
22 de out. de 20252 min de leitura
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