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Em 2025, pediu fidelidade


A vida não é linear.


Mas é bonita e presta.


Ainda assim, é difícil viver.



Todo começo de ano, abro o oráculo e pergunto: o que, neste ano, a vida quer de mim? Em 2025 foi: fidelidade.



Eu, que amo as palavras e confio quando elas se revelam para mim, segui com ela bem pertinho, voltando a ela sempre que me perdia. Chamo de guiança. Ter algo que guia é estruturante para mim. Como um farol no meio do oceano. O simbólico também é sagrado aqui.



Fui entendendo que não era sobre fazer mais, mas sobre escolher o que sustentava sentido e deixar ir o que já não me cabia.



Nas relações, segui acolhendo e aprendendo, aos poucos,


que ser fiel às pessoas também passa por não me abandonar.



Preferi a complexidade do movimento. Juntei mulheres e criamos a Teia de Saberes, onde foi possível juntar psicologia e feminismo, assim tecer conhecimentos, afetos e acolhimento.



O clube do livro sustentou mais um ano de leituras sobre mulheres, tornou-se efetivamente um clube do livro sobre nós, mulheres.



A escrita ganhou contornos de coragem e dedicação. Estou escrevendo um livro, e dizer isso tem sido de uma força e beleza. Ser fiel à menina que eu fui, aquela que criava histórias para sobreviver, é também celebrar com ela.



Neste fio condutor da vida houve


lacunas,


emaranhados,


nós,


laços,


desembaraços.



A vida se sobrepõe. É imponente. Ela pede.


Em 2025, pediu fidelidade: esse fio que me sustentou e me ensinou a permanecer onde era possível dar sentido.



Obrigada, 2025.


Que venha 2026.

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