Em 2025, pediu fidelidade
- Roberta Rocha

- 1 de jan.
- 1 min de leitura

A vida não é linear.
Mas é bonita e presta.
Ainda assim, é difícil viver.
Todo começo de ano, abro o oráculo e pergunto: o que, neste ano, a vida quer de mim? Em 2025 foi: fidelidade.
Eu, que amo as palavras e confio quando elas se revelam para mim, segui com ela bem pertinho, voltando a ela sempre que me perdia. Chamo de guiança. Ter algo que guia é estruturante para mim. Como um farol no meio do oceano. O simbólico também é sagrado aqui.
Fui entendendo que não era sobre fazer mais, mas sobre escolher o que sustentava sentido e deixar ir o que já não me cabia.
Nas relações, segui acolhendo e aprendendo, aos poucos,
que ser fiel às pessoas também passa por não me abandonar.
Preferi a complexidade do movimento. Juntei mulheres e criamos a Teia de Saberes, onde foi possível juntar psicologia e feminismo, assim tecer conhecimentos, afetos e acolhimento.
O clube do livro sustentou mais um ano de leituras sobre mulheres, tornou-se efetivamente um clube do livro sobre nós, mulheres.
A escrita ganhou contornos de coragem e dedicação. Estou escrevendo um livro, e dizer isso tem sido de uma força e beleza. Ser fiel à menina que eu fui, aquela que criava histórias para sobreviver, é também celebrar com ela.
Neste fio condutor da vida houve
lacunas,
emaranhados,
nós,
laços,
desembaraços.
A vida se sobrepõe. É imponente. Ela pede.
Em 2025, pediu fidelidade: esse fio que me sustentou e me ensinou a permanecer onde era possível dar sentido.
Obrigada, 2025.
Que venha 2026.




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