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Em 2025, pediu fidelidade
A vida não é linear. Mas é bonita e presta. Ainda assim, é difícil viver. Todo começo de ano, abro o oráculo e pergunto: o que, neste ano, a vida quer de mim? Em 2025 foi: fidelidade. Eu, que amo as palavras e confio quando elas se revelam para mim, segui com ela bem pertinho, voltando a ela sempre que me perdia. Chamo de guiança. Ter algo que guia é estruturante para mim. Como um farol no meio do oceano. O simbólico também é sagrado aqui. Fui entendendo que não era sobre faz

Roberta Rocha
1 de jan.1 min de leitura


Histórias de mulheres me interessam
Conheci Sylvia Plath lendo O perigo de estar lúcida, de Rosa Montero. Rosa conta histórias de escritoras, suas angústias e lucidez, e de como a escrita, às vezes, é o fio possível para se conectar com a vida. Histórias de mulheres me interessam. Especialmente as que continuam vivas depois de sua morte. Parece contraditório pensar no que continua existindo depois da morte. Mas não é. Muitas mulheres só podem viver quando já não estão vivas. Antes disso, seus feitos e suas voze

Roberta Rocha
29 de dez. de 20252 min de leitura


Então, quem?
Hoje escutei, ontem também, uma mulher, fragmentada, atordoada desnorteada pela violência. Ela, ali na minha frente sobrevivente, recolhendo os caquinhos que lhe restavam, abaixei, escutei, e recolhi com ela o que não é somente dela. Hoje Maria, amanhã Joana, e depois Mariana, Um dia foi a minha avó, a sua avó, No outro dia pode poderá ser a minha filha a sua filha, querida. Homens, hoje, amanhã e depois eu lhes convoco: até quando? teu filho, teu jogador preferido, teu amigo

Roberta Rocha
2 de dez. de 20251 min de leitura


o que tem que levar para 2026 para seguir movendo suas próprias frestas?
Ninguém tem que nada. Mas eu tinha que fazer algo com minhas inquietações que, com o tempo, se tornaram revolta silenciosa por falta de nomear. Eu tinha que nomear. Depois de nomear, ainda me sentia inquieta. Teve um tempo difícil, confesso, em que fui somatizando. Virou ansiedade, magreza, estranheza. Às vezes o tempo emocional não está sintonizado com o tempo da vida do dia a dia. Ora parece atrasado, e aí vem a angústia. Ora parece acelerado, e aí vem a ansiedade. A mente

Roberta Rocha
30 de nov. de 20252 min de leitura


Não é apenas uma data no calendário
Não é apenas uma data no calendário. É um chamado urgente. Todos os dias mais de uma mulher é morta no Brasil por ser mulher. É uma epidemia que precisa ser combatida com políticas públicas efetivas, com leis que nos protejam de verdade e com a capacitação de todas e todos que atuam na aplicação dessas leis. E, sobretudo, é urgente que os homens sejam convocados a enfrentar a própria violência que exercem sobre nós. Desde aquela que se disfarça no cotidiano até as formas mais

Roberta Rocha
25 de nov. de 20251 min de leitura


Desconfortável com o pacto da branquitude
É preciso estar desconfortável o tempo todo com o pacto da branquitude para se posicionar como antirracista. Quanto mais consciente eu fico, mais desconfortável eu me sinto. Aprendi com Cida Bento, em O Pacto da Branquitude, que o silêncio e a omissão são exatamente o que mantêm essas estruturas em funcionamento. Djamila Ribeiro, em Pequeno Manual Antirracista, reforça que ser antirracista exige compromisso cotidiano e coragem para questionar privilégios, inclusive aqueles qu

Roberta Rocha
20 de nov. de 20251 min de leitura


Conhecer a história dessas mulheres negras é reconhecer o chão que nos trouxe até aqui
Em toda oportunidade de conversa, eu cito Lélia e Benedita. Depois de conhecer a história de cada uma, é impossível se manter do mesmo jeito que antes. A palavra de uma e a luta da outra abriram caminhos que ainda sustentam o que fazemos hoje. Conhecer a história dessas mulheres negras é reconhecer o chão que nos trouxe até aqui. É memória, é futuro, é responsabilidade. Ler e discutir histórias de mulheres negras escritas por mulheres é compromisso ético, político e feminista

Roberta Rocha
18 de nov. de 20251 min de leitura


Nenhuma menina deve ser mãe
A música Uma Menina da @negrali é, em si, uma denúncia estrutural, nos convoca a um lugar incômodo. Negra Li canta sobre a trajetória de uma menina que cresce atravessada pela violência, pela falta de proteção do Estado, pela desigualdade social, e pela imposição de “amadurecer antes da hora” tendo como troca uma infância roubadq, quando deveria ser preservada e protegida. Viver no Brasil é sobreviver às distopias. E nenhuma delas é ficção. Elas têm nome, endereço e idade, u

Roberta Rocha
8 de nov. de 20251 min de leitura


Queima, queima todas elas
Curandeiras. Feiticeiras. Viúvas. Madrastas. Parteiras. Benzedeiras. Filhas da lua. Guardadoras de segredos antigos. Queima, queima ela, Ousadas, amadas, odiadas, invejadas obscuras. Que não me assustavam. Me instigavam. Pelo mistério que as envolvia, pela coragem de desejarem, de desafiarem, de amarem a si, e a outras. Queima, queima todas elas. Todas elas chamadas de bruxas. Contadas. Recontadas. Como aquelas de quem não se deve confiar, se aproximar, amar. Queima, queima t

Roberta Rocha
31 de out. de 20251 min de leitura


VIROU POESIA, PAI
Foi numa sexta de sol, céu azul, que você partiu. Onze anos depois, sexta-feira, sol e céu azul lá fora. Aqui dentro, desta vez, nublado. Aprendi com você a dar palavra ao que sinto, a transformar angústias, desejos, medos em poema. Hoje escrevo o que palavra alguma consegue contornar. Confortar. Confrontar a dor da partida, marcada, ano a ano, no calendário. A vida repartida pelo luto, este percurso que ora é como um mar manso, ora como um vendaval, daqueles impiedosos que j

Roberta Rocha
24 de out. de 20251 min de leitura


A poesia que é estar junto
Neste final de semana participei do @interiorando_saberes encontro de práticas e diálogos construcionistas sociais. A gente se encontra...

Roberta Rocha
6 de out. de 20251 min de leitura


Somos ambivalências
Não gosto de foto minha de perfil. Repetia toda vez que via. Teve um tempo em que eu não suportava ver minhas imagens nesse ângulo. Logo...

Roberta Rocha
24 de set. de 20251 min de leitura


Histórias de Mulheres
istórias de mulheres difíceis de serem contadas merecem ser escutadas. Quem conta, quem escuta, não há hierarquia nas histórias. Poderia...

Roberta Rocha
22 de set. de 20251 min de leitura


As mulheres chegam às nossas clínicas sobrecarregadas de culpas e perguntas
As mulheres chegam às nossas clínicas sobrecarregadas de culpas e perguntas. Muitas acreditam que as respostas estão apenas nelas e que,...

Roberta Rocha
13 de set. de 20251 min de leitura


“O que eu quero pra mim?”
Vicky chegou à terapia querendo entender por que foi trocada. Mas saiu se perguntando: “O que eu quero pra mim?” Na clínica feminista, a...

Roberta Rocha
11 de set. de 20251 min de leitura


Como escutar o sofrimento das mulheres sem culpabilizá-las por ele?
Como escutar o sofrimento das mulheres sem culpabilizá-las por ele? Se você atende mulheres, já deve ter ouvido em sessão:
“Será que o...

Roberta Rocha
9 de set. de 20251 min de leitura


Quem te ensinou a desejar?
Quem te ensinou a desejar? Vicky, a protagonista, é trocada pelo ex e mergulha em culpa, comparação e autoajustes. Ela se pergunta: “O...

Roberta Rocha
8 de set. de 20251 min de leitura


Novo Ciclo!
Tenho aprendido que aniversários não são apenas sobre o tempo que passa, mas sobre aquilo que permanece: as histórias que nos atravessam,...

Roberta Rocha
5 de set. de 20251 min de leitura


Agosto é o mês da Visibilidade Lésbica
Do julgamento cruel de Felipa de Sousa à coragem das mulheres no Ferro’s Bar, a história lésbica no Brasil é marcada por luta, AMOR e...

Roberta Rocha
31 de ago. de 20251 min de leitura


Feliz dia da psicóloga — mas não foi sempre assim…
Neste dia sempre passa um filme na minha cabeça. Lembro de como fiz a escolha corajosa de um curso que “não dava dinheiro” e, justamente...

Roberta Rocha
27 de ago. de 20252 min de leitura
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