Geni Núñez - Mulheres Históricas
- Roberta Rocha

- há 4 dias
- 2 min de leitura

Hoje em nossa série mulheres histórica vamos falar de Geni Núñez @genipapos
Ela é guarani. Psicóloga. Escritora. Ativista. Pesquisadora.
Geni se torna uma referência para mim como ativista, mais ainda por contribuir a romper com uma psicologia com perspectivas e histórico colonial questionando sobre aquilo que nos foi imposto e fomos fazendo a manutenção sem questionar.

É parte de um feminismo indígena, uma vertente interseccional que integra perspectivas decoloniais, a importância histórica dos povos originários e os direitos das mulheres indígenas e de suas comunidades.
Ela pesquisa a não monogamia. Não como moda. Como resistência. Em seu livro Descolonizando afetos ela conta que os padres jesuítas já se indignavam com os guaranis em 1663, escrevendo em cartas que aquele povo “não conhecia a perpetuidade do matrimônio”. Para eles, era um problema a corrigir. Para Geni, é uma memória a recuperar.

“O debate sobre não monogamia é também uma maneira que encontrei de
fortalecer a luta dos nossos povos, pois talvez muitas pessoas não se aproximassem das nossas lutas por outras vias.”
O sonho de dominar o mundo é um sonho branco. O objetivo da luta não é
dominar o mundo, mas libertá-lo da dominação.
Escreveu Descolonizando afetos: experimentações sobre outras formas de amar (2023) e Felizes por enquanto (2024). Escreveu também um livro infantil: Jaxy Jaterê, o saci é guarani. Porque a descolonização precisa começar desde a infância.
Geni onde entra leva seu povo com ela, é bonito de ver, de ouvir e de aprender a
se relacionar de um lugar mais livre, afetuoso.
Conhecer mulheres históricas é romper silêncios. Disputar o presente. Construir
o futuro. A história das mulheres é ferramenta de emancipação.
Roberta Rocha.
Psicóloga feminista.
Pesquisadora dedicada a escutar e escrever histórias de mulheres




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