Amar mulheres é revolucionário
- Roberta Rocha

- 6 de abr.
- 1 min de leitura

No começo deste ano, uma amiga muito querida passou a fazer parte da Teia.
Esperamos um ano inteiro por esse encontro.
E então, logo no início do ano, ela foi acometida por uma doença que a fez perder a voz, temporariamente. Isso me atravessou.
Primeiro, porque a voz é instrumento do nosso trabalho. Depois, por tudo o que, simbolicamente, isso significa para uma mulher.
Ao preparar o presente de boas vindas a nossa teia que viajaria daqui até Salvador, eu queria que ela sentisse cada fragmento. Um lembrete de que tudo o que passa por nós deixa algo. Aquilo que permanece é o que importa. E que, desde que ela passou por mim, algo dela também ficou.
E isso é sagrado.
Presenteie suas amigas.
Eu ainda gosto daquela ideia dos anos 90, cartinhas, presentes simbólicos, pensados e construídos de forma exclusiva, intransferível.
Guardo, desde a adolescência, aquilo que recebi. Esses gestos se tornam presença viva de momentos que não voltam.
Amar mulheres é revolucionário.
Mais ainda é permitir que elas saibam disso. Quem caminha comigo sabe disso.
Que a semana comece assim
com delicadeza e presença.
Sem economizar gesto, palavra, cuidado.
Porque, no fim, é isso que permanece.
Entre mulheres, sustentar vínculos também é um ato de revolução.
Com amor,
Ro ♥️




Comentários